Liberdade é pouco. Um ensaio fotográfico.

A peça “Liberdade é Pouco” transita por espaços, tempos, depoimentos e narrativas musicais que compõem um pequeno inventário reflexivo sobre um período histórico marcado pela repressão política, que resultou em um enorme número de mortos e desaparecidos e que, lamentavelmente, culmina em uma realidade que se repete e se reinventa nos massacres, chacinas e assassinados de jovens que vivem nas regiões periféricas das cidades.

Em 1965, no Rio de Janeiro, “Liberdade Liberdade” estreou sua primeira montagem, em uma parceria realizada pelo grupo carioca Opinião e o paulista Teatro de Arena, que marcou o chamado teatro de protesto contra a opressão militar. “Liberdade é Pouco” inspirou-se nesta apresentação.

A peça integrou a programação do projeto “O Imaginário dos 50 anos do Golpe”, idealizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, em memória da luta contra a ditadura militar no Brasil. A peça foi um projeto do grupo Redimunho e Convidados e teve texto de Dorberto Carvalho, com direção de Rudifran Pompeu.

Aqui a Alzira Revista apresenta o olhar da fotógrafa Christiane Forcinito para as apresentações da peça na escadaria da Catedral da Sé, centro da cidade de São Paulo, no início de abril de 2014.