O ator Kenan Bernardes em "Medea Mina Jeje". Foto/Julieta Bacchin

Peça recria o mito de Medea para contar a história da escravização nas minas de ouro do Brasil

Da procura do mar revolto ou uma cantiga de liberdade em Medea

Por Rudinei Borges

Éramos um só olhar
nos papagaios empinados
ao sopro fresco do entardecer

(Olhando no espelho. Abdias Nascimento. 1980)

Medea Mina Jeje é o poema-pranto de uma mulher negra, escravizada na Vila Rica de Nossa Senhora de Pilar de Ouro Preto, nas Minas Gerais do século XVIII. O suplício materno que se desvela na peça configura espécie de canto, uma oração que narra, em vozeio, o sacrifício do menino Age no trabalho penoso e aterrador das minas de ouro que moveram a economia do Brasil durante séculos, mesmo a desmantelar vidas inteiras num genocídio silencioso que marca, com ferro e fogo, a história do país a partir do signo da violência.

A tessitura dramatúrgica inédita desta obra cênica constitui-se a partir da fricção entre a narrativa polissêmica da Medea negra da Mina Jeje e a leitura da tragédia de Eurípides, datada de 431 a.C. Neste sentido, também adentra-se similaridades, sobretudo no que diz respeito à sabedoria da Medea grega que, como afirma Trajano Vieira, está em não se colocar como joguete de uma força que escapa a seu controle e que conduz seus atos, mas em vislumbrar no próprio movimento da construção de seu intelecto e motivação emocional que se lhe entrelaça e provoca sua dor mais intensa. Trata-se da lucidez agônica que particulariza o teatro de Eurípedes. O thymós pouco tem a ver, portanto, com a personificação de um demônio (“ein Dämon”) externo, que agiria na protagonista. Medea não só sabe o que faz, como tem consciência do que a leva a fazer o que faz. Essa percepção dos mecanismos psíquicos num momento extremos é o que a torna tão arrebatadora.

A voz que se deglutia em Medea Mina Jeje é a voz de quem grita, em sussurro, sendo portadora duma confiança sui generis e percepção, mesmo intuitiva, da condição de opressão em que vive e, por isso mesmo, também portadora de uma busca incomensurável pela liberdade, ainda que a saída para chegar a isso seja o alento do sacrifício do filho, para que ele não embrenhe toda a vida na mesma sina de escravidão da mãe. A liberdade, destarte, surge como imagem metafórica de um mar revolto – aquele mesmo mar que, à força, trouxe Medea da África distante para o campo rupestre dos cativeiros das minas, a levará de volta (ou o filho) a um reino, onde é possível brincar nos córregos.

Medea Mina Jeje busca, portanto, mover para a candura da cantiga do luto maternal o ardor profundo, como um mar revoltado, da resistência das negras e negros que, em muitos casos, resultaram na criação de quilombos que, mesmo distantes da África-mãe, compunham paragens de libertação e inauguração de uma vida comunal, às avessas da opressão dos arraiais, engenhos, plantações, casas grandes e minas do Brasil afora. E, ao mesmo tempo, adentra as mazelas e contradições do Brasil contemporâneo imerso numa disparada de dissimulação e enlace conservador.

Medea E-flyer 1

Morte-vida e sacrifício na encenação de Medea Mina Jeje

Por Juliana Monteiro

A aproximação com determinados aspectos da jornada de Medeia, a jornada de uma figura que deixa sua terra, encontra-se em terra estrangeira para, depois, iniciar um caminho de regresso e afirmação de seus saberes, de sua natureza e da ambivalência que lhe é intrínseca: seu potencial de criação, de destruição e de renovação, permitiu aos artistas envolvidos com este projeto traçar uma analogia com sua própria trajetória: os valores que os formaram, os desvios realizados e o encontro com desejos de reelaborar os próprios caminhos no teatro.

Um deles, diz respeito ao espaço da cena e seu diálogo com a atuação. Se o imaginário de Medea Mina Jeje é habitado por figuras como as das antigas minas de extração de ouro, o espaço da montagem é diminuto e vazio. Concebido como uma instalação, sua estrutura se dá pelos movimentos sutis de luz e pela materialização de elementos sonoros.
Quanto à atuação, cabe ao performer orquestrar a expressividade deste lugar e moldar seu ambiente, esculpindo as demais dinâmicas da cena que se desenhará diante do espectador. É uma trama que reúne performance e narrativa, canto e dança; um fluxo nutrido por referenciais como as danças ritualísticas e o teatro-dança.

Lançada outra perspectiva sobre a figura da Medeia, o espetáculo traça uma ponte com alguns dados históricos e culturais de negros escravizados em Minas Gerais no século XVIII. Sobretudo, no que diz respeito à relação morte-vida e sacrifício, uma vez que do ponto de vista de muitas destas culturas esta é uma relação circular e a vida de um é compreendida como pertencente ou entrelaçada à vida da comunidade e aos desígnios ancestrais. Você não é só você! Quanto ao sacrifício propriamente, além de ser entendido como instrumento para aplacar estados de violência vigente, pode servir como um meio de reparar erros.

Nesta montagem, o erro a ser reparado é a perpetuação de valores que reforçam os aspectos negativos e enclausurantes das diferenças.

É um canto ao potencial de vida e criação que há em tudo.

Medea 2

SERVIÇO
Sesc Ipiranga/SP
De 26.JAN a 18.FEV.2018
Sexta – 21h30/Sábado – 19h30/Domingo – 18h30
Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo/SP
[11] 3340-2000

FICHA TÉCNICA
dramaturgia :: RUDINEI BORGES
direção :: JULIANA MONTEIRO
atuação :: KENAN BERNARDES
luz :: WAGNER ANTÔNIO
espaço: JULIANA MONTEIRO E WAGNER ANTÔNIO
desenho de som :: JOÃO PAULO NASCIMENTO
figurino :: CAROLINA BADRA
desenho do canto :: MARIA CORDÉLIA
fotos :: JULIETA BACHIN
orientação na pesquisa teórica :: SALLOMA SALLOMÃO

Medea 1

Artistas e criadores de Medea Mina Jeje

RUDINEI BORGES |DRAMATURGIA

Dramaturgo, poeta e ficcionista. Mestre em Educação pela USP. Graduou-se em Filosofia. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2016. Desenvolve criação dramatúrgica a partir de estudo em história oral e imersão em comunidades da Amazônia, Angola, São Paulo e Sertão. É autor dos livros Epístola.40, Memorial dos Meninos, Dentro é lugar Longe, Teatro no Ônibus e Chão de Terra Batida. Em 2011, fundou o Núcleo Macabéa. É roteirista do Núcleo de Cinema do Sertão que Virou Mar. Foi contemplado pelo Concurso de Texto Inédito de Dramaturgia do Programa de Ação Cultural [ProAC], do Governo do Estado de São Paulo, edição de 2011. Escreveu as peças Medea Mina Jeje [2017], Epístola.40 [2016], Luzeiros [ 2016], Dezuó, breviário das águas [2016], Revolver [2015], Fé e Peleja [ 2014], Agruras, ensaio sobre o desamparo [2013] e Dentro é lugar longe [2013]. Colaborou dramaturgicamente com o Coletivo Negro, a Cia. do Miolo e a Trupe Sinhá Zózima. Integrou a comissão de seleção da 3 ° Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro [2015] e do Programa de Ação Cultural [ProAC] de Bolsa de Incentivo à Criação Literária Infantil e/ou Juvenil do Estado de São Paulo [2016] e do Concurso de Incentivo a Projetos de Criação e Publicação Literária em Poesia [2017]. Assina crítica de teatro e edita a página Alzira re [vista] [www.alzirarevista.com] e textos literários em Memorial dos Meninos [www.memorialdosmeninos.com].

JULIANA MONTEIRO | DIREÇÃO
Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP, Doutora em Artes da Cena pela mesma instituição e Mestre pela USP, é co-fundadora da cia passo a 2 de teatro. Como diretora, participou, dentre outros, da montagem de: “Rua dos Errantes”, com 4 na rua é 8 – Jacareí; “Os meninos e as pedras”, de Antônio Rogério Toscano, com o Núcleo Entrelinhas de Teatro (Prêmio APCA e FEMSA Coca-Cola 2006 de Melhor Espetáculo Jovem e Melhor Autor; indicado ao Prêmio FEMSA Coca-Cola 2006 de Melhor Direção); Nekropolis, direção de Gustavo Kurlat e dramaturgia de Roberto Alvim (4º Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (FENTEPIRA) – Prêmios Destaque para Elenco, Encenação, Projeto Sonoro e Dramaturgia. Trabalhou com: Antônio Rogério Toscano em “Bielski” (Cia. Levante – indicado ao Prêmio 5º FENTEPIRA de Direção e Criação de Partitura Expressivo-corporal); Márcia Abujamra em “Notas da Superfície” (Núcleo de Dramaturgia do SESI); Cibele Forjaz em “Sacrifício” (Núcleo Experimental de Teatro do SESI); Newton Moreno em “Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada”, “Assombrações do Recife Velho” (Os Fofos Encenam…), e “Fronteiras” (Núcleo Experimental de Teatro do SESI) e Abílio Tavares (Grupo TUSP), em “Horizonte”, “A Arrombada” (Prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Direção – V Festival de Teatro de Americana) e “Interior”. Entre 2009 e 2011, foi Coordenadora Pedagógica da Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André (SP). É Professora do curso de Teatro na UFSJ-MG.

KENAN BERNARDES | ATOR
Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André. [TEATRO] Ao longo de sua trajetória participou das seguintes montagens como ator: Com o COLETIVO QUIZUMBA: “Oju Orum” (2015), texto de Tadeu Renato e direção de Johana Albuquqerque. “Quizumba!” (2013), texto de Tadeu Renato, direção de Camila Andrade. Com o coletivo 28 PATAS FURIOSAS, “lenz, um outro” (2014/2015), texto de Tadeu Renato, direção de Wagner Antônio. Com a CIA. CLUB NOIR: “TRÍPTICO [Richard Maxwell]: Burger King/ Casa/ O Fim da Realidade (2010), direção de Roberto Alvim (Indic¬ado ao Prêmio BRAVO 2010 de Melhor Espetáculo do ano e indicado ao Prêmio SHELL 2010). Além disso, foi eleito o melhor espetáculo nacional no mesmo ano por um conjunto de críticos reunidos pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO; foi apontado como um dos 4 melhores espetáculos de 2010 pelo jornal O ESTADO DE SÃO PAULO; e foi escolhido pelo corpo docente da USP – Universidade de São Paulo – como objeto de estudo na publicação SALA PRETA – revista de estudos teatrais); “H.A.M.L.E.T.” (2010) de Roberto Alvim, direção de Juliana Galdino, também indicado ao Prêmio Shell 2010. Em 2009 participou dos seguintes projetos: “Anjo Negro” de Nelson Rodrigues, direção de Juliana Galdino e “Os Sete Gatinhos, também de Nelson Rodrigues, direção de Roberto Alvim.CIA. LEVANTE: Produziu e atuou em “O Pássaro Azul” (2008), direção e dramaturgia de Antônio Rogério Toscan. O espetáculo realizou diversas temporadas em São Paulo e participou da Mostra SESI de Teatro Infantil em 2009; “Almanaque de Araque” (2007) de Antônio Rogério Toscano, dirigido por Ana Roxo. [CINEMA] “Mundo Deserto de Almas Negras, roteiro e direção de Ruy Veridiano.

WAGNER ANTÔNIO | LUZ E ESPAÇO
Artista formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André (2009), Wagner Antônio é um dos fundadores do coletivo teatral 28 patas Furiosas, onde atua como encenador, iluminador e cenógrafo. No grupo dirigiu, criou a luz e o cenário para os espetáculos “lenz, um outro” e “A Macieira”. Coordena o núcleo de estudos sobre encenação e materialidades chamado Anexo 28. Co-dirigiu, junto com Cibele Forjaz, o espetáculo “O Homem Elefante” (2014) para a Cia. Aberta, no teatro Oi Futuro no Rio de Janeiro. Como iluminador foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Iluminação por “H.A.M.L.E.T.” (2010) de Roberto Alvim, dirigido por Juliana Galdino, com a Cia. Club Noir. Trabalha como iluminador e cenógrafo em parceria com diversos diretores e diretoras como Luiz Fernando Marques (criou as luzes de “Nada Aconteceu, Tudo acontece, tudo está acontecendo”, “Orgia” e “Desmesura”), Alexandre Dal Farra e Clayton Mariano (criou a luz de “Abnegação III”), Iara de Novaes (criou a luz de “Tiros em Osasco”), Rafael Gomes (“Um Bonde Chamado Desejo”, “Gota D’Água a Seco”) e Vinícius Calderoni (“Não nem nada” e “Arrã”), Neide Veneziano (“As Luzes do Ocaso”), Roberto Alvim e Juliana Galdino (criou as luzes de “Pinokio” e “Tríptico Richard Maxwell”), Cibele Forjaz (criou a luz de “Galileu Galilei”), Adolf Shapiro (criou a luz de “Pais e Filhos” da mundana companhia), Caetano Vilela e Gerald Thomas (Cia. de Ópera Seca, onde atuou no espetáculo “Licht + Licht”). Assinou a luz de duas produções em Ópera: “Il Trovatore” e “Otello” no Festival de Ópera do Theatro da Paz em 2013 e 2014 (Belém). Em 2015, foi iluminador adjunto do encenador Caetano Vilela nas óperas: “Um Homem Só” e “Aynadamar” no Theatro Municipal de São Paulo.

JOÃO PAULO NASCIMENTO | DESENHO DE SOM
Compositor, pesquisador e educador musical. graduado em Música [habilitado em Composição e Regência] e doutorando em Música/Estética pelo Instituto de Artes da UNESP. É autor do livro Abordagens do Pós-Moderno em Música: a incredulidade nas metanarrativas e o saber musical contemporâneo, (Editora UNESP). Compôs obras eletroacústicas, instrumentais e trilhas tais como, Psicose 4.48 com Cia. Untitled (em cartaz no SESC Ipiranga em 2013) A Arte e A Rua (em parceria com Tiago Frúgoli), documentário de Rose Satiko e Carolina Caffé. Além disso, fez a produção e arranjo musical para trilha de Nosotros – Uma “Revoada Latino-americana” (composta por Gustavo Kurlat para Cia. Fraternal de Teatro), com Vicente Falek (2017); Concepção sonora e composição de trilha para a performance “Suspended” de Katiana Rangel [New York City Players, EUA] apresentada em diversos locais nos Estados Unidos, (2016); Trilha sonora do espetáculo de dança “Relocando o Piso”, com a dançarina Fabiana Bueno da Castro -; Direção sonora do espetáculo “Instruções Para Subir Uma Escada”, com A Liga da DançaDura, em residência na Casa das Caldeiras (2011).
Integrante dos grupos Três – Música Celta, Folk Norte Americano e Canções Rurais Brasileiras (desde 2009); Cantigas de Além-Mar (desde 2011); Davi Bernardo e Nova Fronteira (de 2012 à 2014); Composição de obras eletroacústicas e instrumentais.
Como pesquisador musical, também publicou: “História e Crítica Musical: da antiguidade ao barroco” pela Batatais: Claretiano, em 2016; “Apresentação do Inapresentável, ocorrência e presença da matéria no sublime de Lyotard. In: Lia Tomás (org.). Fronteiras da Música: filosofia, estética, história e política. 1ed. São Paulo: ANPPOM, 2016.

CAROL BADRA | FIGURINISTA

Formada em Artes Cênicas pela UNICAMP (1995). Além de atriz, começou a atuar como figurinista em 2003 como assistente de Márcio Medina e no mesmo ano recebeu o Prêmio Shell pelo figurino de A Mulher do Trem em parceria com Leopoldo Pacheco ( parceria está em quase todos os espetáculos da Cia Os Fofos Encenam). Integrante da cia Os Fofos Encenam desde sua fundação, atuou como atriz e Figurinista ( em parceria com Leopoldo Pacheco) em “Deus Sabia de tudo…” Texto e direção de Newton Moreno, “A Mulher do Trem”, direção de Fernando Neves, “Assombrações do Recife Velho”, texto e direção de Newton Moreno, “Ferro em Brasa”, de Antonio Sampaio direção de Fernando Neves “Terra de Santo” de Newton Moreno, direção de Newton Moreno e Fernando Neves. Também teve a oportunidade de trabalhar com outros diretores e companhias como: Maria Thais (Cia. Balagan), João das Neves, Marcio Aurélio (Razões Inversas), Rui Cortez, Ge Petean , Pedro Paulo Bogossian , Abílio Tavares ( TUSP), Georgette Fadel, Carla Candiotto e Cibele Forjaz. Foi também parceira da Cia. do Feijão, Circo Zanni e cia La Mínima, como figurinista. Com a cia La Mínima, atuou no espetáculo “O Médico e os Monstros” de Mário Viana, direção de Fernando Neves. Em parceria com Marcio Medina em 2011 recebeu a indicação ao prêmio Shell de melhor figurino do espetáculos “Prometheus, a tragédia do fogo” da Cia Balagan
Em 2016 fez a direção de arte da exposição ” Circo Teatro Tubinho, 50 anos de história, 15 anos de Estrada” no centro de Memória do Circo.

MARIA CORDÉLIA | DESENHO DO CANTO
Mestre em Artes da Cena e graduada em Canto Popular pela UNICAMP, tendo realizado intercâmbio na Maestria Interdisciplinaria en Teatro y Artes Vivas na Universidad Nacional de Colombia. Especializou-se em Canto e Cantoterapia pela Escola do Desvendar da Voz & Escola Raphael de Canto. Egressa do Núcleo de Formação do Ator da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT). Investiga a integração do canto com a cena. Atualmente está circulando com o trabalho solo “Eu nunca mais vou voltar por aí”, reelaborado por Cacá Carvalho, tendo se apresentado nas cidades de Bogotá, Girardot e Cali na Colombia, em São João del Rei, MG, em Campinas, SP. Participou do espetáculo “Aquela Infância Toda”, com direção de Cacá Carvalho, em temporada de Novembro/2014 a Março/2015 na Casa Laboratório para as Artes do Teatro e do musical “Nekropolis” (2009-2010), com direção de Gustavo Kurlat, contemplado pelo PROAC Circulação 2010, com as premiações de “Destaque para elenco”, “Encenação”, “Dramaturgia” e “Projeto Sonoro” no Fentepira 2009.

SALLOMA SALOMÃO | ORIENTAÇÃO NA PESQUISA TEÓRICA – AFRICANIDADES
Saloma Jovino Salomão, também conhecido como Salloma Salomão, possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997), mestrado (2000) e doutorado (2005) em História pela mesma instituição e bolsa saduíche com estágio no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Professor de História da África e América no curso de História e de Relações Internacionais na Fundação Santo André- SP CU-FSA. Educador, tem experiência em pesquisa e ensino na área de História, com ênfase em História do Brasil Império e República, atuando principalmente nos seguintes temas: História da África séculos XIX e XX, Práticas culturais negras nos séculos XIX e XX, Culturas negras e Movimentos Negros urbanos no século XX. Atua como consultor em projetos de formação continuada de professores para instituições públicas e privadas em temáticas das Relações étnico-raciais, História e Culturas Africanas e Afro- Brasileira. É autor de diversos artigos sobre sua área de estudo. Dramaturgo, foi um dos vencedores do CONCURSO NACIONAL DE DRAMATURGIA RUTH DE SOUZA, em São Paulo, 2004. Músico,lançou trabalhos artísticos e de pesquisa sobre musicalidades negras na diáspora. Segue curioso pelo Brasil e mundo afora atrás do rastros da diápora negra. Lançou os seguintes cds: AFRORIGEM-CD- 1995- CD-ARUANDA MUNDI; OS SONS QUE VEM DAS RUAS- 1997- SELO NEGRO; O DIA DAS TRIBOS-CD-1998-ARUANDA MUNDI; MEMÓRIAS SONORAS DA NOITE – 2002 -ARUANDA MUNDI; FACES DA TARDE DE UM MESMO SENTIMENTO- CD- 2008. Em 2010 lançou o DVD ARUANDA SALLOMA: 30 ANOS DE MUSICALIDADE E NEGRITUDE, pela ARUANDA MUNDI. Trabalha como consultor em diversos coletivos de teatro com pesquisa na arte afro-brasileira, como o Coletivo Negro e Cia Capulanas de Arte Negra.